terça-feira, 17 de maio de 2011

História sobre os meus tataravós maternos

Hoje a mamãe vai escrever no meu blog.
"Filhinho, outro dia a sua avó Marlene me contou uma história muito interessante sobre os seus tataravós e, como não quero demorar 31 anos para te contar, vou deixá-la registrada aqui, caso você se interesse algum dia. Os seus tataravós maternos se chamavam Hermínia de Negreiros Teixeira e Ireno Moreira Léda (Irineu).

Quando a sua tataravó teve a filha mais velha, sua bisavó Irenilde Léda Guará (em 1920), mãe da sua vovó Marlene, ela teve que deixá-la aos cuidados da tia paterna Maria Raimunda Teixeira porque o seu tataravô decidiu tentar a vida num seringal à margem direita do Rio Xingu, um lugarejo chamado Perseverança (próximo a Altamira, no Pará). Ele sugeriu que a sua  bisavó não fosse levada porque o risco de contrair febre amarela era muito alto e ela poderia morrer.

Você sabe o que é um Seringal? É uma mata de seringueiras, a árvore que dá o látex, matéria-prima da borracha. Naquela época, esse era um produto de grande valor econômico, chegando até a ser importado para outros países.
Seringueira jorrando látex
Rio Xingu
Homem fazendo borracha
Pois bem, eles foram para essa seringal, onde permaneceram por vários anos e o seu tataravô se tornou um homem de muitas posses. Ocorre que ele não registrou a propriedade dessa terra (adquirida como terra devoluta) mesmo sob a insistência da esposa. Ele dizia que havia ganho muito dinheiro naquele ano e ia ganhar muito mais no ano seguinte. Por uma infelicidade do destino, o seu tataravô contraiu hepatite infecciosa e veio a falecer, deixando a esposa Hermínia viúva e sem experiência para tocar os negócios.

Por não ter registrado a terra, a sua tataravó voltou para a cidade de Grajaú (MA) sem dinheiro algum e com muitos filhos, em busca do apoio da família. Para criar todos os filhos, começou a trabalhar como costureira e fazendo bolos para venda".

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